Análise Orçamentária
Estudo de caso.
ORÇAMENTO
Para formulação de um orçamento teremos que montar diversas peças orçamentárias que chamamos de quadros, para que de posse de todas as informações necessárias seja montado um orçamento global.
Por sugestão da literatura onde será a base de nosso estudo, vamos trabalhar com dados de uma empresa fictícia chamada MANUFATURA SUPERIOR.
ORÇAMENTO DAS VENDAS
O ponto de partida da elaboração do orçamento é a preparação de projeções de receitas de vendas de produtos ou prestação de serviços da empresa, segundo as datas das transações. Para muitas empresas, as vendas efetivamente condicionam todo o processo orçamentário na medida em que representam a influência externa mais poderosa. Em certos casos, em que seu ramos possui capacidade limitada, uma empresa pode contar com a venda de tudo o que produzir. Assim o ponto de partida seria a projeção de quanto a empresa iria produzir num dado período. Mesmo nesse caso, porém para acompanharmos a ordem de apresentação dos itens de Demonstração de Resultados, colocaremos os orçamentos de receitas de vendas em primeiro lugar.
O primeiro quadro apresenta as quantidades a serem vendidas dos dois produtos produzidos, separados em três zonas de vendas com preços diferenciados estes dados são retirados do plano de venda anual . Não vamos nos aprofundar nas técnicas de previsão de venda que fica a cardo do departamento de vendas.
ORÇAMENTO DE PRODUÇÃO
O plano de Vendas especifica o volume planejado de venda de cada produto por período. A etapa seguinte numa empresa industrial consiste em elaborar um plano ( orçamento) de produção. Isto compreende o estabelecimento de políticas em relação aos níveis de produção desejáveis, utilização da capacidade de produção e níveis de estoques (produtos acabados e produtos em elaboração) . As quantidade exigidas pelo plano de vendas ajustado em função das políticas de produção e estoques deverão indicar os volumes a serem fabricados por produto no período. Assim sendo, o orçamento de produção pode ser representado esquematicamente da seguinte maneira: VOLUME DE VENDAS + VARIAÇÕES DE ESTOQUE = EXIGÊNCIAS DE PRODUÇÃO. A variação dos estoques pode ser positiva ou negativa. O quadro 2 apresenta a necessidade de produção para cada produto e obedece a política da empresa quanto ao estoque inicial e final de cada produto.
ORÇAMENTO DE MATÉRIAS-PRIMAS
As matérias-primas usadas numa fábrica são tradicionalmente classificadas em diretas e indiretas. As matérias-primas diretas ou produtivas geralmente incluem todos os materiais que formam parte integrante do produto final e podem ser diretamente intensificados. O custo de matéria-prima direta é normalmente considerado um custo variável proporcionalmente a alterações de atividade ao volume. Os materiais indiretos são aqueles usados no processo de fabricação mas não diretamente associados a cada produto. Freqüentemente incluem itens como graxa, lixas, lubrificantes e outros materiais de manutenção. O orçamento de matérias-primas trata apenas das quantidades das matérias-primas diretas, materiais indiretos geralmente devem ser incluídos no orçamento de custos indiretos de produção. Inicialmente, precisamos conhecer as exigências normais quanto ao número de unidades de cada tipo de material utilizado na fabricação dos produtos finais. Demonstrado no QUADRO 2
O orçamento de matérias-primas diz respeito a quantidade necessária de matéria prima para a produção no período independente dos níveis de estoques que serão considerados no orçamento de compra. As matérias primas uitilizadas na fabricação são separadas em diretas e indiretas, no orçamento das matérias primas no quadro 3 esta considerada somente as metérias primas diretas, em alguns caso pode ser conviniente incluir certos materiais indiretos no orçamento de matérias-primas. Os executivos da divisão de produção devem ser responsáveis pela preparação dos dados básicos do orçamento de matérias primas.
O planejamento cuidadoso das compras pode constituir uma importante área de redução de custos em muitas organizações. O gerente de compras deve ser diretamente encarregado da preparação num plano detalhado e de sua apresentação.
O orçamento de compra difere no orçamento de matéria prima em dois aspectos básicos. Em primeiro lugar, ambos os orçamentos indicam quantidades de cada tipo de matéria prima, mas uma diferença em termos de quantidade resultado do efeito de alterações previstas dos níveis dos estoques de matérias-primas. Em Segundo lugar, o orçamento de matéria prima indica somente quantidades, enquanto o orçamento de compras indica tanto quantidade quanto custo.
Para fins de inclusão no orçamento o custo da mão-de-obra direta deve ser preparado em termos de horas e custos de mão-de-obra direta e por centro de responsabilidade e por sub-períodos, é essencial para fins de controle; a classificação por produto é importante para estimar o custo de fabricação de cada produto.
A abordagem a ser utilizada na preparação desses dados para o orçamento de mão-de-obra direta depende principalmente do método de pagamento de salários; dos tipos de processos de produção envolvidos; da disponibilidade de tempos-padrões de trabalho e da adequação dos registros de contabilidade de custo relativos ä mão-de-obra direta.
Basicamente, existem três abordagens á preparação do orçamento de mão de obra direta.
1-estimar primeiramente o número-padrão de horas de mão-de-obra direta exigido por unidade de cada produto e depois as taxas médias de remuneração por departamento, centro de custos ou operação. A multiplicação do número de unidades de bens a serem produzidos pelo departamento, centro de custos ou operação pelos custo de mão-de-obra direta por unidade nos dará o custo de mão-de-obra direta de cada produto.
2- Estimar relações diretas entre o custo de mão-de-obra e alguma medida do volume ou nível de atividade que possa ser projetada com realismo.
3- Construir tabelas de necessidades de pessoal através da enumeração das exigências de mão-de-obra direta.
Resumo do orçamento dos custos de serviços de edifício, os custos de edifícios não podem ser diretamente atribuídos a produção, parte deles pode ser despesas do exercício, é preciso levantar este custo e estudara a origem do mesmo para que se possa fazer um acompanhamento mais detalhado e estudar critérios de rateio para os mesmos.
Custos Gerais de Produção. Os custos indiretos de produção representam aquela parte do custo total de produção que não é diretamente identificável ( associáveis ) com produtos ou trabalhos específicos. As despesas consistem em materiais indiretos, mão-de-obra indireta e despesas diversas de fabricação, tais como impostos, seguros, depreciação, materiais de consumo, luz, água, gás e manutenção etc. Em situações de elevado grau de mecanização, os custos indiretos podem assumir importância substancial.
Orçamento de estoques iniciais e finais, é necessário saber o valor dos estoques no decorrer dos períodos para que possamos saber o custo dos produtos vendidos e o valor agregado ao estoque.
Resumo do orçamento dos custos dos produtos vendidos. Este quadro leva em consideração a movimentação dos estoques para que se tenha o valor do custo das mercadoria vendidas.
Orçamento de despesas de distribuição, as despesas do departamento de vendas devem ser tabuladas de maneira a serem acompanhadas após a execução do projeto e se tenha uma visão detalhada da estrutura de distribuição dos produtos vendidos pela empresa.
Despesas administrativas recebem as despesas que não estão em vendas e que não são custos de produção mas, são gastos necessários para a manutenção da empresa. Geralmente a contabilidade separa os gastos em três grandes grupos, custo de produção, despesas administrativas e Despesas de Vendas.
Outras rendas e despesas, traz valores que não são relativos diretamente a atividade da empresa e que podem trazer valores significativos para o resultado geral da organização, estes valores podem ser negativos ou positivos, depende da situação da empresa e quais as atividades não operacionais que ela opera.
Finalmente com todas as informações anteriores, pode-se montar um demonstrativo de resultados, podendo-se projetar o resultado da empresa.
UnC – UNIVERSIDADE DO CONTESTADO
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR
DISCIPLINA: FINANÇAS II
PROFESSOR: VITOR HUGO BAZEGGIO
2o SEMESTRE DE 2.004